Conforme a legislação e entendimento atual dos tribunais, especialmente após a CF/88:
A condição de filha maior e válida deixou de conferir dependência automática.
A jurisprudência passou a restringir benefícios vitalícios de filhas solteiras maiores sem invalidez, por força dos princípios da isonomia, moralidade administrativa e do caráter contributivo da previdência.
Assim, somente têm direito, após 1988, as filhas que comprovarem invalidez ou deficiência preexistente ao óbito, ou alguma situação de dependência legal que já estivesse consolidada naquela data.
Além disso, a morte da viúva (madrasta) não transmite automaticamente a pensão para filhas maiores capazes que não eram dependentes habilitadas quando ocorreu o óbito do ex-combatente.
A matéria de minha autoria retro expostal destaca justamente essa diferenciação: – filhas de ex-combatentes falecidos antes da CF/88 podem manter pensão vitalícia pelas regras antigas; – falecimentos após a CF/88 seguem a legislação nova, que não mais reconhece a filha maior solteira como dependente.
Portanto, pela situação narrada — cliente maior, capaz e nunca habilitada como dependente em 1996 — em regra não há direito ao benefício, salvo se houver prova de invalidez/deficiência ou, algum elemento concreto que demonstre dependência legal.
Se quiser, posso analisar documentos para verificar alguma possibilidade excepcional.
Fico à disposição.
Dr. Eduardo Leopoldino dos Santos Advogado Militar